terça-feira, 12 de abril de 2011

UMA QUESTÃO DE ESCOLHA


O coração anda no compasso que pode.
 Amores não sabem esperar o dia amanhecer.
 O exemplo é simples. O filho que chora tem a certeza de que a mãe velará seu sono.
A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços que aos cuidados pertencem.
Joelhos esfolados são representações das dores do mundo.
 A mãe sabe disso.
O filho, não. Aprenderá mais tarde, quando pela força do tempo que nos leva,
ele precisará cuidar dos joelhos dos seus pequenos.
O ciclo da história nos direciona para que não nos percamos das funções.
São as regras da vida. E o melhor é obedecê-las.
Tenho pensado muito no valor dos pequenos gestos e suas repercussões.
 Não há mágica que possa nos salvar do absurdo.
O jeito é descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em permanecer.
São exercícios simples...
Retire a poeira de um móvel e o mundo ficará mais limpo por causa de você.
 É sensato pensar assim.
Destrua o poder de uma calúnia,
vedando a boca que tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe,
e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio.
Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos,
 é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma.
Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados.
O melhor é ir devagar.
Que cada um cuide do que vê. Que cada um cuide do que diz.
 A razão é simples: o Reino de Deus pode começar ou terminar,
na palavra que que escolhemos dizer.
É simples...
Padre Fábio de Melo

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